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BC prepara mudanças no Pix para reforçar segurança contra golpes

13/08/2026

O Pix deve ganhar novas funcionalidades nos próximos anos, segundo o Banco Central (BC). As informações constam do Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado pela autoridade monetária na segunda-feira (10), quando o sistema de pagamentos instantâneos completou cinco anos de operação.

Em 2025, o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões, alta de 33,6% ante os R$ 26,46 trilhões de 2024. Além do avanço no uso, o relatório traz iniciativas em desenvolvimento e estudos que podem ampliar as possibilidades do sistema.

Entre os projetos estão a cobrança híbrida, o uso do Pix para quitar duplicatas, o chamado split tributário (ligado à Reforma Tributária) e alternativas para operações internacionais e para o Pix como instrumento de garantia. O BC também discute medidas para coibir o uso indevido do campo de descrição das transferências e estuda padronizar os alertas de instituições financeiras sobre transações suspeitas.

Pix alcança R$ 35,36 trilhões em movimentações

O resultado de 2025 é um novo recorde: em relação a 2024, o valor movimentado cresceu R$ 8,9 trilhões. A evolução vem da incorporação de diferentes modalidades ao ecossistema, como Pix Cobrança, Pix Saque, Pix Agendado e Pix por Aproximação.

Para as empresas, a ampliação das funcionalidades muda as possibilidades de recebimento, cobrança e movimentação financeira. O Pix já é usado em operações comerciais e pode ser integrado a diversos processos de pagamento, e a agenda do BC indica que o desenvolvimento deve continuar, com foco tanto em novos casos de uso quanto na segurança das transações.

Quais novidades podem chegar ao Pix

Entre as iniciativas está a cobrança híbrida, que combina o Pix a mecanismos tradicionais de cobrança, além do uso do sistema para pagamento de duplicatas. Outro projeto é o split tributário, relacionado à Reforma Tributária e discutido no Fórum Pix, que pode envolver a separação e o direcionamento de valores da operação e dos tributos.

A agenda também prevê ampliar o uso do Pix em operações internacionais, com conexões a sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições, de forma bilateral ou multilateral, e o Pix em garantia, ainda em estudo. Esses projetos têm níveis diferentes de maturidade e não representam funções já disponíveis a todos os usuários.

BC discute uso do campo de mensagens do Pix

O Banco Central passou a discutir o uso inadequado do campo de descrição das transações, criado para registrar informações objetivas sobre o pagamento. Segundo a autoridade, o espaço passou a ser usado, em alguns casos, para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, inclusive em transferências de valores baixos.

Diante disso, foi criado em 2026 um grupo de trabalho no Fórum Pix, com associações do sistema de pagamentos, para avaliar alternativas que preservem a finalidade do recurso e a experiência dos usuários. Concluídas as discussões, o BC poderá avaliar medidas regulamentares para impedir ou restringir o uso indevido.

Alertas de golpe podem ganhar padrão nacional

Outro tema em análise é a forma como os bancos alertam os clientes sobre possíveis golpes durante uma transferência. Algumas instituições já identificam operações suspeitas e exibem alertas antes da conclusão, mas os critérios e formatos variam.

O BC discute o assunto com o mercado no Fórum Pix, com a intenção de padronizar a experiência, definindo possíveis critérios mínimos para os alertas e padrões de mensagem. A eventual padronização ainda depende das discussões e das medidas que forem adotadas.

Contestação de Pix já pode ser feita de forma simplificada

O relatório também destaca mudanças na segurança e na contestação de transações. Desde outubro de 2025, as instituições passaram a oferecer uma funcionalidade que permite contestar determinadas operações por meio de um botão específico, para facilitar o processo e reduzir a necessidade de interação humana. A medida integra os mecanismos criados para tratar fraudes e golpes.

O que as mudanças podem significar para empresas

A expansão das funcionalidades amplia as situações em que o Pix pode ser incorporado às rotinas financeiras das empresas. Novas modalidades de cobrança, o pagamento de duplicatas e a integração com mecanismos da Reforma Tributária podem exigir acompanhamento das áreas financeira, fiscal e contábil.

Empresas que recebem por Pix também precisam acompanhar as mudanças de segurança e os mecanismos de contestação. Enquanto algumas funções já estão disponíveis, outras seguem em desenvolvimento ou discussão, e a implementação de cada novidade dependerá da evolução dos projetos e das regulamentações do BC.


Fonte: Com informações de Contábeis

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